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Fome Emocional

Fome Emocional O que é? Todos nós somos confrontados com determinadas alturas no nosso dia que nos suscitam uma maior vontade por comida, nem sempre associada à verdadeira sensação de fome. A realidade é que procuramos os alimentos, muitas vezes, como consequência do nosso estado emocional e que nos leva a recorrer a estes como forma de conforto, alívio do stress ou até como recompensa por algum acontecimento positivo. A isto chamamos de fome emocional, definida como uma estratégia para lidar com emoções e experiências negativas. Contudo, a fome emocional pode ser uma sensação poderosa e, por essa razão, facilmente confundida com a fome fisiológica (aquela que acontece de forma inata quando o organismo precisa de suprir as suas necessidades energéticas e nutricionais). Existem, pois, diferenças entre ambas e, se é frequentemente “vítima” desta vontade constante por comida e não sabe como a contornar, é importante que comece por compreender

Erros que o(a) impedem de perder peso: Restrição alimentar excessiva

Restrição alimentar excessiva: Sim ou não? Uma restrição alimentar excessiva consegue promover o balanço energético negativo (veja o artigo), logo conseguirá promover também uma maior perda de peso e num menor período de tempo. Prós e contras Uma perda de peso rápida, apesar de ser um fator de motivação numa fase inicial, normalmente não é sustentável a longo prazo, não só porque é extremamente difícil manter essa restrição excessiva durante um longo período de tempo e consequentemente manter controlada a chamada “fome emocional”, mas também porque por norma quando existe uma limitação grande da ingestão de alguns nutrientes, sendo o mais comum a restrição no consumo de hidratos de carbono (cereais, arroz, massa, entre outros) que são a principal fonte de energia, começam a surgir alguns efeitos fisiológicos como o cansaço e a irritabilidade ou alterações no humor, podendo até aumentar o stress e a ansiedade. Estes efeitos prejudicam o

Erros que o(a) impedem de perder peso: Produtos embalados – sim ou não?

Os embalados são de uma forma geral escolhidos pelo público por serem práticos e de rápido consumo, mas não são iguais à sua versão original ou ao natural. Põe-se a questão, produtos embalados – devemos consumir ou não? Principal característica dos produtos processados/embalados O processamento de alimentos remonta à pré-história; não existiam frigoríficos nem congeladores, portanto todos os produtos alimentares tinham de ser consumidos no momento ou então já não se encontrariam bons para consumo. A necessidade de armazenar alimentos em fases em que a estação do ano não permitia a caça, a pesca ou a recolha de frutos e legumes, deu início aos primeiros processamentos de alimentos, com o principal objetivo de preservação – guardar para consumir mais tarde. Atualmente os produtos embalados sofrem algum tipo de processamento com o objetivo não só de aumentar a sua durabilidade em prateleira, mas também a sua palatabilidade ou sabor. Pensando num

Erros que o(a) impedem de perder peso: Adaptação de Receitas e/ou Substituição de Alimentos

3. Adaptação de receitas ou substituição de alimentos comuns por “alimentos fit” É comum a procura por receitas ditas “mais saudáveis” ou “receitas fit” para se conseguir uma maior variedade na alimentação do dia-a-dia, mas a verdade é que em muitos casos estas incluem ingredientes que aparentemente são mais saudáveis ou menos prejudiciais do que os tradicionais, quando na verdade acrescentam a mesma quantidade de calorias. Algumas receitas podem até ser equilibradas nutricionalmente e equipararem a receita original no que diz respeito ao teor calórico, mas por serem consideradas “receitas fit ou saudáveis” pode eventualmente existir um consumo maior do que a sua versão original. Por exemplo, um bolo feito com farinhas de frutos secos e mel em substituição das farinhas comuns e do açúcar comum pode, dependendo das quantidades utilizadas na receita e dependendo da quantidade consumida no final, ser mais calórico do que um pastel de nata ou

Erros que o(a) impedem de perder peso: Quantificação de alimentos no dia-a-dia alimentar

2. Importância da quantificação/pesagem dos alimentos no dia-a-dia alimentar A quantificação/pesagem dos alimentos ou a perceção/noção de porções alimentares no dia-a-dia alimentar, como já foi brevemente introduzido no tópico anterior, é de extrema importância não só em processos de perda de peso, mas também em ganhos de peso, ganhos de massa muscular e muitos outros objetivos relacionados com rendimento desportivo e saúde. A pesagem dos alimentos em si ocupa algum tempo diário ou semanal dependendo da preparação prévia ou não das refeições, e numa fase inicial, incluir este cuidado extra nas rotinas do dia-a-dia pode parecer difícil. Como em qualquer outra mudança de hábitos, a repetição do processo vai-se tornando mais fácil, simples e rápida. Como quantificar os alimentos? Esta quantificação pode ser feita em gramas de alimento (pesar na balança), em medidas caseiras (fazer referência a unidades de colheres de sopa ou de servir) ou ainda a comparações visuais

Erros que o(a) impedem de perder peso: Balanço Energético

Erros que o(a) impedem de perder peso O processo de perda de peso é um dos principais temas da Nutrição Clínica e é também um dos que surgem mais dúvidas e erros associados. É comum existirem casos de indivíduos que considerando a sua escolha alimentar até têm uma alimentação saudável e equilibrada, no entanto não atingem os resultados esperados no que diz respeito à perda de peso em questão ou à perda de massa gorda. A primeira questão a esclarecer é de que forma ocorre a perda de peso e em que condições é que ocorre uma perda de peso saudável. A perda de peso é mais do que uma diminuição do peso bruto na balança devendo sempre ter-se em conta à custa de que constituinte corporal está a ocorrer essa perda de peso: se é massa gorda, massa muscular ou água. Em qualquer uma das situações, para ocorrer perda

Que tipos de açúcar existem?

O consumo de açúcar exacerbado tem sido frequentemente associado à cariogénese, obesidade, diabetes mellitus tipo 2, síndrome metabólica, aumento de triglicerídeos e esteatose hepática. Nesse sentido, e com vista a reduzir o seu consumo, surgem os substitutos do açúcar: adoçantes naturais e adoçantes artificiais Os adoçantes artificiais são substitutos sintéticos do açúcar comummente utilizados em alimentos como refrigerantes, doces, pudins, geleias, lacticínios. Entre eles destacam-se o Acessulfame de Potássio, a Sacarina, o Aspartame, a Sucralose e o Ciclamato. Não obstante, estes adoçantes possuem um poder adoçante muito superior ao açúcar, não contêm calorias e não alteram as glicemias. Muito embora possam ser utilizados como alternativa ao açúcar no controlo de peso e na diabete, alguns estudos evidenciam que estão associados a efeitos metabólicos adversos, como resistência à insulina, obesidade e desequilíbrio da microbiota intestinal. No que respeita aos adoçantes naturais destacam-se os Polióis (Sorbitol, Manitol, Xilitol, Maltitol), o Agave, o

Mais sabor, Sem sal

As ervas aromáticas, são plantas, que apresentam diversas utilizações e propriedades, conferindo aos pratos sabor, aroma e cor. Devido às suas funções nutricionais elas são um bom substituto ao sal. Estima-se que 30-40% da população da Europa tem HTA (hipertensão arterial) e Portugal não é exceção em relação a esses números. A HTA está fortemente relacionado com o elevado consumo de sal, e estudos apontam que a população portuguesa consome o dobro do sal (a Organização mundial de Saúde recomenda 5g/dia), tornando-se importante a implementação de estratégias para a sua redução, uma delas, passa pela utilização de ervas aromáticas com seu substituto. As ervas aromáticas são boas fontes de proteína, fibras, minerais (cálcio, sódio, fósforo e potássio) e vitaminas (A, complexo B e C) e apresentam benefícios para a saúde como a prevenção de doenças neurodegenerativas, cancro, doenças cardiovasculares e diabetes. Passando agora para a parte prática, onde usar as

Café: Características e os seus benefícios

O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo inteiro e já muito se sabe sobre os seus benefícios, inclusive no que diz respeito a performance desportiva. É até à data o suplemento ergogénico com maior nível de evidência científica. E quando falamos de café, falamos obviamente da sua molécula – a cafeína. Esta molécula da família das xantinas é a mais famosa e comum. A cafeína tem a capacidade de estimular recetores adrenérgicos e beta-adrenérgicos que controlam várias funções fisiológicas entre as quais a queima da gordura e o ajuste da pressão arterial. Por ser uma bebida estimulante e ergogénica, o café faz parte da rotina de muitos de nós e é muitas vezes a fórmula certa para uma energia extra. Falando em contexto desportivo, a cafeína é também muito utilizada de forma isolada sob a forma do sal cafeína anidra ou em conjunto com outros compostos, por