Artigos

O papel das sementes da alimentação 

O papel das sementes da alimentação O papel das sementes na alimentação saudável pode variar conforme o tipo de semente e as propriedades associadas. De forma geral, elas estão ligadas à redução do risco de doenças cardiovasculares e são óptimos aliados na regulação do funcionamento do trânsito intestinal. O que são as sementes? As sementes não são mais do que uma estrutura vegetal que permite às plantas se reproduzirem, são o óvulo fecundado, que uma vez germinadas dão origem a uma nova planta. São ricas em gorduras insaturadas, também conhecidas por gorduras saudáveis, fibras, vitaminas e minerais, sendo por isso são consideradas benéficas para a saúde. Apesar de serem uma boa fonte de proteínas vegetais, são extremamente calóricas, podendo fornecer entre 400 a 600 calorias por 100 gramas. Contudo, por norma a quantidade ingerida não ultrapassa as 2 a 3 colheres de sopa. As mais conhecidas e utilizadas são a

Nutrição e Sistema Imune

A nutrição e sistema imune bem como os seus efeitos e consequências são dos temas mais abordados nos últimos tempos, neste momento de tanta importância para o país e para o mundo, em que enfrentamos uma nova realidade e vemo-nos a braços com um vírus novo. (veja o nosso ebook gratuito sobre este assunto: https://nutri4solutions.com/e-book-gratuito-marco-2020/ ) Importante referir que não existe qualquer evidência no sentido de cura ou prevenção da infeção por COVID através da alimentação. O que será abordado é a alimentação para manutenção e/ou melhoria do sistema imune no geral, sendo que um sistema imune bom poderá ter algum impacto na forma como o organismo reage à infeção ou até alguma influência na gravidade dos sintomas. Nutrição e Sistema Imune: Aspetos nutricionais mais relevantes no que diz respeito à manutenção e melhoria do sistema imune O corpo humano é extremamente complexo e, de forma alguma, seria justo colocar o

Nutrição e Performance Desportiva

Nutrição e Performance Desportiva A nutrição e performance desportiva é um tema que suscita muitas dúvidas. Cada vez mais as pessoas procuram informar-se sobre qual a melhor dieta a adoptar, de forma a conseguirem atingir resultados rápidos enquanto treinam. Muitas vezes esta procura começa na Internet, redes sociais, blogs, onde pessoas famosas  são o exemplo. É preciso salientar que todas as pessoas têm necessidades nutricionais diferentes e específicas, pelo qual não se deve “copiar” a dieta do amigo ou colega. Isto pode trazer algumas consequências, como por exemplo: uma alimentação monótona, com pouca variedade de alimentos e tipos de confecção o que leva a carências de vitaminas e minerais; criação de ideias erradas acerca de alimentos específicos que dificultam a perda e a estabilização do peso ou o ganho de massa muscular; Gerar desmotivação e desequilíbrios na alimentação. Exercícios de resistência versus Exercícios de carga Nos exercícios de resistência um

Rótulos Alimentares: o que nos dizem?

Uma questão tão antiga quanto atual – Rótulos Alimentares: o que nos dizem? Nos dias que correm, o perfil do consumidor é cada vez mais atento, mais preocupado e interessado na relação entre alimentação e saúde e em como fazer melhores escolhas.  A leitura dos rótulos alimentares tem cada vez maior impacto no processo de decisão de compra, e, apesar de para alguns ainda ser um enigma, para muitos já deixou de ser um “bicho-de-7-cabeças”. (ver artigo Produtos Embalados Sim ou Não?: https://nutri4solutions.com/erros-que-oa-impedem-de-perder-peso-4/) Legislação De acordo com o Regulamento Europeu (ver ebook da Associação Portuguesa de Nutricionistas https://www.apn.org.pt/documentos/ebooks/Ebook_Rotulagem.pdf), rotulagem corresponde “a todas as indicações, menções, marcas de fabrico ou comerciais, imagens ou símbolos referentes a um género alimentício que figurem em qualquer embalagem, documento, aviso, rótulo, anel ou gargantilha que acompanham ou se refiram a esse género alimentício”. Já um rótulo é “uma etiqueta, uma marca comercial ou de fabrico,

Dieta do Paleolítico – em que consiste?

A Dieta do Paleolítico foi uma teoria inicialmente proposta pelo Dr. Loren Cordain, é atualmente um regime alimentar bastante popular e procurado. Mas afinal, em que consiste? Baseia-se na ingestão de alimentos naturais sem qualquer tipo de processamento, os quais, segundo o mesmo, o homem foi originalmente “programado” a comer. A questão dos alimentos processados já foi abordada anteriormente no artigo “Produtos Embalados: Sim ou Não?” (ver artigo aqui: https://nutri4solutions.com/erros-que-oa-impedem-de-perder-peso-4/) Características da dieta Paleo Nesta dieta os alimentos que necessitam de tecnologia que os ancestrais não possuíam estão excluídos da dieta, exceto o mel. A dieta paleo pressupõe que o funcionamento do organismo humano não se alterou ao longo de milhares de anos, baseando-se no facto de não haver evidência de mudanças nas enzimas digestivas. Este regime alimentar assenta numa elevada ingestão de proteína animal – que, no caso do gado, tem de ser proveniente de pastagem – fibra, potássio, vitaminas,

Fome Emocional

Fome Emocional O que é? Todos nós somos confrontados com determinadas alturas no nosso dia que nos suscitam uma maior vontade por comida, nem sempre associada à verdadeira sensação de fome. A realidade é que procuramos os alimentos, muitas vezes, como consequência do nosso estado emocional e que nos leva a recorrer a estes como forma de conforto, alívio do stress ou até como recompensa por algum acontecimento positivo. A isto chamamos de fome emocional, definida como uma estratégia para lidar com emoções e experiências negativas. Contudo, a fome emocional pode ser uma sensação poderosa e, por essa razão, facilmente confundida com a fome fisiológica (aquela que acontece de forma inata quando o organismo precisa de suprir as suas necessidades energéticas e nutricionais). Existem, pois, diferenças entre ambas e, se é frequentemente “vítima” desta vontade constante por comida e não sabe como a contornar, é importante que comece por compreender

Erros que o(a) impedem de perder peso: Restrição alimentar excessiva

Restrição alimentar excessiva: Sim ou não? Uma restrição alimentar excessiva consegue promover o balanço energético negativo (veja o artigo), logo conseguirá promover também uma maior perda de peso e num menor período de tempo. Prós e contras Uma perda de peso rápida, apesar de ser um fator de motivação numa fase inicial, normalmente não é sustentável a longo prazo, não só porque é extremamente difícil manter essa restrição excessiva durante um longo período de tempo e consequentemente manter controlada a chamada “fome emocional”, mas também porque por norma quando existe uma limitação grande da ingestão de alguns nutrientes, sendo o mais comum a restrição no consumo de hidratos de carbono (cereais, arroz, massa, entre outros) que são a principal fonte de energia, começam a surgir alguns efeitos fisiológicos como o cansaço e a irritabilidade ou alterações no humor, podendo até aumentar o stress e a ansiedade. Estes efeitos prejudicam o

Erros que o(a) impedem de perder peso: Produtos embalados – sim ou não?

Os embalados são de uma forma geral escolhidos pelo público por serem práticos e de rápido consumo, mas não são iguais à sua versão original ou ao natural. Põe-se a questão, produtos embalados – devemos consumir ou não? Principal característica dos produtos processados/embalados O processamento de alimentos remonta à pré-história; não existiam frigoríficos nem congeladores, portanto todos os produtos alimentares tinham de ser consumidos no momento ou então já não se encontrariam bons para consumo. A necessidade de armazenar alimentos em fases em que a estação do ano não permitia a caça, a pesca ou a recolha de frutos e legumes, deu início aos primeiros processamentos de alimentos, com o principal objetivo de preservação – guardar para consumir mais tarde. Atualmente os produtos embalados sofrem algum tipo de processamento com o objetivo não só de aumentar a sua durabilidade em prateleira, mas também a sua palatabilidade ou sabor. Pensando num

Erros que o(a) impedem de perder peso: Adaptação de Receitas e/ou Substituição de Alimentos

3. Adaptação de receitas ou substituição de alimentos comuns por “alimentos fit” É comum a procura por receitas ditas “mais saudáveis” ou “receitas fit” para se conseguir uma maior variedade na alimentação do dia-a-dia, mas a verdade é que em muitos casos estas incluem ingredientes que aparentemente são mais saudáveis ou menos prejudiciais do que os tradicionais, quando na verdade acrescentam a mesma quantidade de calorias. Algumas receitas podem até ser equilibradas nutricionalmente e equipararem a receita original no que diz respeito ao teor calórico, mas por serem consideradas “receitas fit ou saudáveis” pode eventualmente existir um consumo maior do que a sua versão original. Por exemplo, um bolo feito com farinhas de frutos secos e mel em substituição das farinhas comuns e do açúcar comum pode, dependendo das quantidades utilizadas na receita e dependendo da quantidade consumida no final, ser mais calórico do que um pastel de nata ou

Erros que o(a) impedem de perder peso: Quantificação de alimentos no dia-a-dia alimentar

2. Importância da quantificação/pesagem dos alimentos no dia-a-dia alimentar A quantificação/pesagem dos alimentos ou a perceção/noção de porções alimentares no dia-a-dia alimentar, como já foi brevemente introduzido no tópico anterior, é de extrema importância não só em processos de perda de peso, mas também em ganhos de peso, ganhos de massa muscular e muitos outros objetivos relacionados com rendimento desportivo e saúde. A pesagem dos alimentos em si ocupa algum tempo diário ou semanal dependendo da preparação prévia ou não das refeições, e numa fase inicial, incluir este cuidado extra nas rotinas do dia-a-dia pode parecer difícil. Como em qualquer outra mudança de hábitos, a repetição do processo vai-se tornando mais fácil, simples e rápida. Como quantificar os alimentos? Esta quantificação pode ser feita em gramas de alimento (pesar na balança), em medidas caseiras (fazer referência a unidades de colheres de sopa ou de servir) ou ainda a comparações visuais